4.1 Bancos de trigo
Um primeiro exemplo histórico é o dos bancos de trigo no Egito. Quando arqueólogos alemãs decifrassem os velhos hieróglifos descobrirem que a maioria deles eram documentos administrativos. Nestes documentos foi decifrado um sistema bancário bem diferente ao nosso.
Na delta do Nilo e nas terras ao redor os retornos da agricultura eram instáveis: anos com grandes surpluses eram seguidos por anos de baixa colheita. Nos anos de abundância a colheita não era totalmente vendida ao exterior, mais grande parte era guardada em 'celeiros' estatais onde o trigo era depositado e guardado para ser consumido em outros tempos.
Quem depositava seu trigo lá, tenha acreditado este monto na seu conta de trigo. Aí constava a quantidade de trigo depositado. Esta quantidade podia aumentar ou diminuir, dependendo de depósitos ou sacos. Até era possível fazer transferencias de trigo de uma conta a outra e isto acontecia repetidamente. Pagamento de uma obra por transferencia de trigo, compra de terra por transferencia de trigo, estos são transações descritas nos rolos de papiro.
Este sistema tem grandes similaridades com o sistema bancário moderno, mas tem também uma grande diferencia: para armazenar o trigo, o proprietário tinha que pagar uma quota mensal para compensar os altos custos do armazenamento (o trigo tinha que ser protegido dos ratos, da umidade, e dos ladroes. Quanto mais o credito na sua conta, quanto mais um proprietário pagava. Em términos monetários, isto é um sistema de juros invertidos.
O resultado desta lógica monetária foram transferencias mais aceleradas (melhor comprar um bem ou consumir um serviço que armazenar) e a impossibilidade de acumular riquezas improdutivamente.
4.2 -
MicrocréditoÚltima Alteração realizada em (mês/dia/ano):