8.2 - REDES DE TROCAS INTER-EMPRESARIAIS
No
capítulo 4.8 Foram introduzidas as redes de trocas entre empresas, como as redes Barter e o sistema suíço WIR. Aqui o que procuramos es inovar estar redes para poder aplicar um modelo mais dinâmico na economia solidaria.Introdução
Una rede de empresas solidarias pode liberar capital de giros e lhe aplicar para investir na rede mesma. As circunstancias para realizar uma rede distas são:
1. Cooperativas existem no mundo todo. Nos países ricos existem por exemplo muitas cooperativas, mas no entanto, a distinção entre elas e empresas registradas na bolsa de valores é cada vez menor.
Na América Latina o movimento das cooperativas se une a um movimento mais amplio que busca articular as relações sociais da produção duma nova forma: a economia solidaria. Como podemos fomentar estas empresas com uma dinâmica monetária?
2. Na economia capitalista hoje no dia se percebem muitas mega-fusões. Uma das rações econômicas para esta tendência é a economia de ‘capital de giro’: dentro destas corporações transações são contabilizadas sem uso de dinheiro. Ao realizar, internamente, transações e outras funções bancárias estas empresas economizam muito dinheiro: tudo o capital de giros que normalmente fluxo entre os diferentes níveis da cadeia produtiva é liberado quando a cadeia é internalizada numa corporação.
Mas as fusões também tem desvantagens: nas fusões, as diferentes entidades dentro das mega-corporações perdem sua identidade, e sua iniciativa dentro da cadeia produtiva. O nível de decisões e centralizado e burocratizado. A liberdade de iniciativa dos integrantes e perdida.
3. Na economia mundial mais e mais funções monetárias são feitas independentes do dinheiro bancário. Isto e assim nas grandes transações de materiais primos, e também nas redes de trocas inter-empresariais
4. Na América Latina há dezenas de milhares de grandes pequenas empresas solidárias. Muitas cooperativas independentes (e também outras empresas independentes) têm problemas com a captação de recursos para investimentos. Isto porque as taxas de juros dos créditos bancários são muito pesadas.
Estes dados nos levam a pensar se existem soluções que podem liberar o fluxo de capitais como e feito pelas mega-fusões, sem os diferentes agentes da economia solidaria perder sua autonomia e identidade.
Objetivo
Implantar uma rede de transações entre empresas solidárias que lhes ofereça as vantagens de uma fusão, como possibilidades comerciais adicionais e financiamento mais barato e, ao mesmo tempo, preserve os vantagens, a identidade e a independência de cada empresa individual.
Funcionamento
Empresas solidárias podem economizar muito capital de giro, administrando suas transações por meio de um sistema interno de transações, no qual cada empresa associada permanece independente.
Um modelo muito freqüente nos Estados Unidos nesta área são os chamados ‘círculos de Barter’ (redes de trocas multi-recíprocas inter-empresariais), onde, em geral, empresas comerciais oferecem o serviço de administras as transações a seus clientes, geralmente empresas independentes de médio porte. Por este serviço cobram uma taxa, normalmente 10%-15% do valor da transação.
Na economia solidária o exemplo mais expressivo é o WIR na Suíça. Esta rede existe desde os anos 30 e tem mais de 70.000 empresas associadas, que utilizam, entre si, uma moeda chamada de unidade WIR. Dentro do WIR os créditos são livre de juros, baseados na capacidade de produção do devedor. (veja
capítulo 4.8)Este modo de fazer transações libera o dinheiro previamente circulando entre as empresas, e realiza novas transações onde o dinheiro bancário não facilitava porque não estava presente.
Ademais o sistema mesmo e livre de juros o que implica que a dinâmica entre as empresas associadas e uma puramente produtiva não dirigida por rações financeiras.
A grande deficiência deste tipo de redes Barter é que as unidades adquiridas somente podem ser gastas internamente. Empresas tem necessidades muito especificas para seus insumos, o que faz que não e fácil realizar uma circulação continua.
Por isso as redes Barter só se viabilizam se forem grandes, de forma que se possa adquirir uma grande variedade de produtos. Pois, qual empresa iria querer vender seus produtos por unidades WIR se não pode receber por elas produtos úteis para si. Por este motivo muitas empresas usam o Barter para vender seu excedente, onde qualquer retorno é lucro. Os sistemas Barter comercias somente funcionam com um grande esforço de intermediação, cobrando comissões e procurando as maiores transações possíveis.
Mas a restrição do meio de intercâmbio á a circulação interna também tem seu vantagem: a rede fechada aumenta o chance de que o gasto retornará como demanda aquisitiva de parte de outra empresa.
Portanto, é de bom senso econômico optar por um equilíbrio entre um preço baixo e uma maior porcentagem de retorno. Um circuito de compensação interno aumenta a chance deste último.
As redes Barter tem vantagens e desvantagens. Se implementar dinâmicas deste estilo na economia solidaria é um bom momento de inovar este conceito.
Como pode ser criado uma rede com amplitude suficiente onde a dinâmica não é limitada aos produtos oferecidos pêlos participantes?
Imaginaremos empresa A e empresa B. Eles fazem uma transação. Por exemplo: a empresa A compra da empresa B. No barter isto é feito em unidades do Barter. Empresa A paga empresa B em unidades do Barter que são descontas de sua conta interna. A empresa B tem agora unidades-Barter que podem ser gastos dentro da rede. Numa rede pequena isto às vezes é difícil, de forma que B possui um crédito com o qual não pode fazer muita coisa.
Este problema da reduzida amplitude inicial pode ser, em grande parte, evitado trabalhando-se com unidades com lastro em dinheiro, de forma que, se fora necessário, possam ser gastos também fora do sistema.
Neste caso, a empresa A paga em moeda nacional pela sua compra da empresa B. Agora, o dinheiro não e transferido diretamente para B, mas à rede. Este dinheiro é depositado numa conta bancária e a empresa B recebe o valor correspondente em unidades-Barter. A empresa B tenta, agora, fazer suas compras dentro de rede e pode pagar com as unidades recebidas. Se B não conseguir encontrar um vendedor dentro da rede, a rede utilizará o dinheiro depositado no banco para fazer a compra, descontando o valor da conta interna em unidades-Barter da empresa B.
Desta forma é possível usar as unidades para fazer compras tanto dentro (diretamente) quanto fora (indiretamente) da rede.
Quanto mais compras são feitas dentro da rede, tanto mais a moeda bancaria permanecerá na conta da rede. Nem todo este dinheiro precisa estar disponível para aquisições fora da rede e pode, portanto, em parte ser utilizado em benefício dos associados, para investimentos, saldar dívidas sobre as quais incidem juros, etc.
Estes benefícios, obviamente, não estão disponíveis para as empresas para as quais foram feitas compras fora da rede. Elas têm, portanto, um bom motivo para dar preferência a compras dentro da rede.
Até um certo ponto, pode ser concedido crédito dentro da rede, do mesmo estilo que nas redes Barter tradicionais. Isto implica: um crédito em unidades internas, criadas especialmente para este crédito
Assim a quantidade de meio de intercâmbio em circulação é ampliada. Agora: estos créditos não tem lastro em dinheiro! Este crédito deve ser baseado na ‘capacidade de venda’ da empraze que o recebe: somente uma empresa que pode recuperar este crédito (vendendo seus produtos internamente) pode o receber.
Somente podem se emitir na circulação estas unidades por agentes que as podarem absorver. Quanto mais grande a rede, tanto mais capacidade de recuperação se torna viável dentro da rede.
Pode associar-se à a rede qualquer empresa solidária independente que deseja fortalecer a economia solidária. Quanto maior o círculo, tanto maiores são as vantagens para a rede como um todo. Verifique você mesmo: se todas as empresas a partir de agora passassem a trabalhar em conjunto neste sistema de compensação interno, seria liberado todo o capital que hoje está parado na conta corrente esperando para fazer pagamentos, bem como aquele que está sendo transferido de um banco para outro.
E isto um dos pontes fortes de redes de transferencias internas: liberam o capital de giros, e o implicam para fazer inversões estratégicas pelo beneficio da rede, dando créditos a juros bem mais baixos que os comerciais a seus integrantes.
Relação (integração) com outras iniciativas:
Uma rede Barter de compensação para empresas solidárias, pode trabalhar em conjunto com outros métodos nos quais o circulante interno é respaldado por dinheiro nacional.
O verdadeiro impulso para uma economia solidária, que repele o dinheiro capitalista, ocorre no momento em que a rede passa a colaborar com grupos locais de consumidores.
Estratégia:
Para implantar uma rede de compensação solidária é bom que haja alguma forma de organização entre as empresas. No Brasil há organizações ‘guarda-chuva’ de empresas solidárias que podem tomar a iniciativa. É importante que se crie uma administração transparente e enxuta que esteja, a qualquer tempo, disponível, por exemplo, na Internet.
8.3 - CADEIA PRODUTIVA QUE INTERNAMENTE USA MOEDA SOCIAL
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