9 - Escritores e organizações que apoiaram o processo
Este livro foi realizado com um grupo de escritores e colaboradores. Juntos decidimos a estrutura do discurso, junto discutimos sobre os diferentes aspectos e juntos escrevemos o resultado final. A maioria dos textos foi trabalhada por todos nos. Por isso, e porque aparte de nosso trabalho direto, tem um monte de trabalho indireto, o livro não consta com nomes de escritores na capa.
Achamos que o que é importante são as novas dinâmicas que queremos criar, e que estas transcendem os interesses pessoais. Mas isto não implica ficar anônimos. Trabalhamos com muito empenho, e o resultado é um logro de cada um de nos.
Em ordem alfabético nos somos:
Paulo Peixoto de Albuquerque
Dr. em Sociologia pela Université Catholique de Louvain-la-Neuve, Bélgica, Professor pesquisador do Instituto Humanitas-Unisinos e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais Aplicadas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos Unisinos/RS, Brasil. e-mail: albuq@poa.unisinos.br
Henk van Arkel
Ana Paula Barcellos
Ruth Espínola Soriano
de Souza Nunes - ruth@pacs.org.br
www.redesolidaria.com.br - www.socioeco.org
Economista do PACS (Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul), diretora do IERJ (Instituto de Economistas do Estado do Rio de Janeiro), com atuação voltada para democratização do Orçamento Público, membro do Fórum Popular do Orçamento do Rio de Janeiro, Ex-Conselheira do Orçamento Participativo do Estado do RJ, membro da Rede Brasileira de Cultura e Socioeconomia Solidária, membro do Fórum de Cooperativismo Popular do Rio de Janeiro.
Adriane Vieira Ferrarini
Assistente social, funcionária pública estadual atuando no Programa de Economia Popular Solidária da SEDAI (Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais). Mestre em Serviço Social pela PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), especialista em terapia familiar, docente e supervisora do curso de graduação de Serviço Social e de Especialização em Intervenção Sócio-familiar da ULBRA (Universidade Luterana do Brasil).
João Joaquim é teólogo e líder comunitário do Conjunto Palmeira. Chegou na comunidade logo no início da ocupação do bairro. Foi presidente da Associação dos Moradores e fez parte de todos os processos de construção do Palmeira. Foi um dos idealizadores do Banco Palmas sendo coordenador do mesmo até hoje.
Sandra Magalhães é assistente social com especialização em administração de empresas. Trabalhou no conjunto Palmeira de 90 a 97 como técnica de um programa de urbanização de favelas. Nesse período entrou em contato com as lutas dos moradores. Comprometeu-se com o trabalho da Associação e integrou-se a caminhada da comunidade. Em 1998 fez parte da criação do Banco Palmas onde hoje anima o clube de trocas com moeda social.
Euclides Mance
Heloisa Primavera
Camilo Ramada Rochkovski
Meu estudo de ciências políticas na Universidade de Amsterdam, foi concluído com vários trabalhos na área do materialismo histórico, reformando, junto com outros cientistas neo-gramscianos, as bases deste marco teórico, substituindo determinismo por dialética. Ai também aprendi o que significa ser um intelectual orgânico, deixando atras o academismo e me tornando à ação social.
No meu trabalho em Strohalm tenho o agrado de trabalhar na transformação do dinheiro. Na minha percepção este é o mecanismo mais forte das forças obscuras para se apropriar da energia do homem e a mãe terra, e porem o ponte estratégico mais forte para a liberação humana.
Email: camilo@strohalm.nl
Luis Oscar + Ze paulo
O processo de trabalho do livro foi um processo difícil e complexo. Varias organizações respaldaram este processo, seja liberando força humana, seja de outra forma. Estas organizações incluem:
ECOPOPSOL/SEDAI [+logotipos logosedai1 +2 +3.doc]
Programa de Economia Popular e Solidária (ECOPOPSOL) da Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais do Estado do Rio Grande do Sul (SEDAI)
A economia brasileira dos anos 90 foi marcada pelas políticas neoliberais, pela reestruturação produtiva e pelo forte aumento do desemprego. Este período também observou o surgimento significativo de organizações de trabalhadores que de forma autônoma passaram a constituir práticas coletivas de produção como forma de acessar a renda que lhes foi negada pela economia, fugindo da condição de exclusão. Estas práticas, assentadas essencialmente no trabalho, sem recursos para investimentos, tiveram como objetivo a sobrevivência e não a valorização de capitais e passaram a ser conhecidas como formas de economia popular e de economia solidária.
Ao assumir o governo do Estado, em 1999, o Governo Democrático Popular, na constituição de sua política de desenvolvimento, inicia um diálogo com os trabalhadores e entidades envolvidas nas práticas da economia popular solidária. Valoriza as iniciativas e identifica a demanda social através da constatação das suas dificuldades dos empreendimentos solidários diante do mercado na comercialização de seus produtos, na capacitação de seus trabalhadores para a autogestão, na assimilação de novas tecnologias e na obtenção de financiamentos.
Como resposta a esta demanda, a SEDAI constitui uma política pública, pioneira e portanto desafiadora, de fomento à economia solidária, através da criação do Programa ECOPOPSOL. O Programa passa a criar instrumentos para incidir justamente nas dificuldades concretas vividas por estes trabalhadores, através de seus cinco eixos de atuação:
1) Formação e Capacitação para a Autogestão: Atividades de formação, assessoria, acompanhamento e sensibilização para a ação coletiva assentada na autogestão.
2) Capacitação do Processo Produtivo: Assessoria, através de ação extensionista, para gestão dos empreendimentos, com projetos de viabilidade econômica, de financiamento e acompanhamento para introdução de inovações e soluções de problemas.
3)Financiamento: O programa disponibiliza linhas de financiamento com condições e exigências diferenciadas. O projeto é elaborado pelos TEAGs (Técnicos de Extensão em Autogestão) e encaminhado ao Banrisul e/ou BNDES.
4) Comercialização: Desenvolve ações para constituir novos mercados e capacitar os produtores através da participação em feiras, a organização dos produtores e consumidores solidários e a construção de locais de comercialização.
5) Incubadoras Populares: Organizadas como um ambiente propício para disponibilizar tecnologias, possibilitando a inovação, qualificando produtos, promovendo a integração e a cooperação, a fim de fortalecer coletivamente os empreendimentos.
Na execução e permanente adequação, o Programa coloca o governo como um agente indutor da organização econômica e social. Desta forma, estabeleceu parcerias com ONGS, universidades e sindicatos que potencializam as ações e fortalecem a organização da sociedade.
A integração entre os empreendimentos de produção e destes com consumidores organizados é um desafio colocado pelo programa Ecopopsol e para a Economia Popular Solidária como um todo. Somente constituindo um circuito entre as diversas fases da produção e o consumo, onde todo o valor do trabalho gerado seja distribuído entre os que o produziram, é que poderá viabilizar a Economia Popular Solidária como forma de organização voltada para a satisfação de todos trabalhadores. Desafio ainda maior, é viabilizar a produção e formas de circulação dos produtos, portanto do valor produzido, que não sejam limitados pela falta de recursos (especialmente monetários) para iniciar o processo, nem tampouco, que estes recursos monetários sejam apropriados acumulados para outro fim que não o do uso ou consumo daquilo que foi produzido.
Sérgio Kapron
Dir. Depsol.
GTZ [+logotipo GTZ.doc]
Desde o início dos anos noventa, a política do governo alemão tem como uma das suas prioridades o combate à pobreza. Pobreza é entendida não como um simples fato econômico de falta de renda, mas como um conjunto de condições precárias de vida e a falta de oportunidades que levam para a exclusão social e a negação da cidadania de parte da população.
Para combater a pobreza, hoje, os projetos da cooperação compõe linhas de trabalho e elementos estratégicos como participação, adequação de serviços públicos às necessidades da população, a promoção de processos de desenvolvimento local sustentável e o apoio à organização comunitária e sua autogestão. Um exemplo é o Programa PRORENDA, uma das prioridades da cooperação entre Brasil e Alemanha, que está sendo implementado em parceria entre a Sociedade Alemã de Cooperação Técnica (GTZ) e os governos de 6 estados brasileiros.
Promover processos de desenvolvimento local sustentável exige a articulação dos diversos atores locais e buscar, em conjunto, soluções para os problemas encontrados. Além de identificar objetivos e interesses em comum, o fortalecimento das relações sociais, a solidariedade e a ajuda mútua que levam para a responsabilização dos atores para o seu próprio desenvolvimento, são fundamentais neste processo.
Neste sentido, a cooperação técnica apoiou iniciativas, que visam buscar alternativas para o problema de falta de trabalho e renda, apostando no potencial existente nas pessoas. A formação de cooperativas e empreendimentos auto-gestionados, a instalação de "bancos comunitários", como o Banco Palmas, ou a formação de clubes de troca, são caminhos que apontam nesta direção.
Este livro é uma contribuição valiosa para o debate sobre alternativas que podem contribuir para a construção de um futuro melhor de uma grande parte da população, hoje sendo excluída do desenvolvimento da sua sociedade.
Jutta Barth - prourbrs@terra.com.br
Consultora da GTZ
Projeto PRORENDA Rio Grande do Sul Promoção de Processos de Desenvolvimento Local Sustentável
IFIL [+ logotipo]
PACS - Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul. [+logotipo]
O PACS nasceu em 1986, no Rio de Janeiro, a partir de uma iniciativa de quatro economistas que voltavam do seu exílio (Argentina, Brasil, Chile e Uruguai) e que tinham preocupação com a transformação social. Desde então, sua proposta maior tem sido a de colaborar para a emancipação do trabalho humano, a desalienação da consciência e o desenvolvimento integral dos potenciais materiais e espirituais individuais e da sociedade, num contexto de uma nova sociedade, de uma Socioeconomia Solidária. Centrado neste meta, dedica-se à assessoria eco-social e educacional aos movimentos sociais e articula-se em redes com outras instituições e movimentos.
Stichting Strohalm [+ logotipo]
Fundada em 1970, Strohalm é uma organização que sempre trabalhou na vanguarda das ações sociais. Estivemos na base da introdução de temas pacifistas e ecológicos na Holanda, sempre combinando a teoria com a pratica.
Faz 10 anos nosso analise foi se especializando em temas econômicos, e mais e mais, em temas monetários. Introduzimos os sistemas LETS (clubes de trocas) em Holanda, criamos uma rede de transações entre empresas, e trabalhamos na fundação de um banco sem juros, baseado no modelo sueco dos bancos JAK. Hoje a maioria de nossa energia é devotada à criação de Circuitos de Capital Liquido em Holanda.
UNISINOS [+logotipo]
Organizações Heloisa Primavera
10 BIBLIOGRAFIA e CYBERGRAFIA
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